Quando foi anunciada a obra de Transposição do Rio Cravo, alguns anos atrás, se sabia que era uma solução finita, e que são necessários novos investimentos para garantir o abastecimento em Erechim, tanto para o presente, como o futuro. Mas esta foi a última grande obra feita pela Corsan, com recursos da União, num momento de forte pressão, após os erechinenses passarem por três racionamentos.
Falta de investimentos é um dos problemas
De lá para cá (2016), nada mais foi feito, ficando no ‘feijão com arroz”. E a tendência, infelizmente, é que continue assim, pois não existe um contrato entre o município e a Corsan. As inúmeras tentativas de lançar o edital do saneamento deram infrutíferas e acabam judicializadas. E qual a empresa irá investir num município sem ter um contrato? Essa é a realidade, que deixa o Executivo de mãos atadas, no aguardo da liberação da suspensão do certame pelo Tribunal de Contas, para buscar uma solução para Erechim, que já consta no edital.
Situação piora a cada dia
Esse preâmbulo se fez necessário, pois a situação com a falta de chuva está cada vez pior, e o Rio Cravo e sua transposição, que até então garantem o abastecimento em Erechim, pode estar com os dias contados. A imagem que ilustra esta matéria fala por si só. O rio que é responsável por mais de 66% da água que ingressa na barragem, praticamente secou, o que pode acarretar sérios danos ambientais, tão combatidos pelo Ministério Público.
As previsões não são otimistas
Nesta quarta-feira, 8, a barragem da Corsan registrou quase 70 cm abaixo do vertedouro. Não é tão baixo, se compararmos quando teve racionamento, porém, se a transposição das águas forem suspensas, por falta de água, aliado a previsão de pouca precipitação, a velocidade da queda irá se acentuar, e o racionamento pode estar mais próximo que se imagina. Não é ser pessimista e sim realista, diante de um quadro que me parece irreversível, pois só rezar para São Pedro não adianta. É preciso ações.
Empresa está ‘puxando’ água
A Defesa Civil em Erechim já está distribuindo de 130 a 140 mil litros de água potável por dia, para famílias que estão passando por dificuldades. A empresa Aurora, por falta de água para os dois frigoríficos, está buscando na Estação der Tratamento da Corsan no Distrito Industrial.