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Segurança

Réu é condenado por tentativa de homicídio

Pena foi de oito anos e seis meses em regime fechado

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Vítima se emocionou durante seu depoimento
Por Leandro Zanotto jornalismo@jornalbomdia.com.br
Foto Leandro Zanotto

O Tribunal do Júri da Comarca de Erechim condenou nesta quinta-feira (11) o réu João Carlos Smaniotto, acusado de tentar assassinar a tiros a ex - esposa, Adriana Cristina Smaniotto. O crime ocorreu no dia 17 de dezembro de 2012, em Aratiba. A pena imposta pelo juiz  Marcos Luiz Agostini, foi de oito anos e seis meses de prisão, pena a ser cumprida no regime fechado.

Além da tentativa de homicídio o réu foi condenado com três qualificadoras: motivo torpe; violência contra a mulher e impossibilidade de defesa da vítima.

 

Julgamento

A sessão que iniciou por volta das 10h da manhã foi acompanhada por um bom público, sendo grande parte, acadêmicos de Direito. Durante todo o dia o corpo de jurados, formado por seis mulheres e um homem, acompanhou depoimentos e debates entre acusação e defesa.

Acusação

De acordo com a denúncia do Ministério Público baseada em inquérito policial, no dia do crime o réu convenceu a vítima que se encontrava na casa de uma vizinha, a acompanhá-lo até a sua residência. Ao entrarem, Smanionotto, teria trancado a porta e empurrando a ex - esposa contra a parede, sacando da cintura um revólver. A vítima conseguiu se desvencilhar várias vezes, mas mesmo assim o acusado teria dado uma “gravata” e disparado tiros de revólver contra o rosto de Adriana. A acusação foi sustentada pelo promotor Gustavo Burgos de Oliveira e o advogado assistente de acusação, Élio Francisco Spanhol.

Em seu depoimento perante os jurados a vítima, emocionada, lembrou que o ex-marido, com quem foi casada por 22 anos, era um homem possessivo e agressivo com os filhos. "Ele me batia e batia nos meninos. Ele era muito ciumento. Tentamos conversar, mas não deu por isso nos separamos", relatou. 

Defesa

Para os advogados Jorge Lisboa Goelzer e Paulo Goelzer, defensores do réu, a versão apresentada pela vítima não corresponde com o depoimento do réu, que afirma ter sido vítima de uma emboscada e ao entrar na residência e encontrar a esposa com arma na mão.

Ao final da sessão a defesa destacou que nos próximos dias irá conversar com a família para decidir se irá recorrer ou não. “Recebemos com bastante surpresa o resultado. Agora vamos conversar com a família e temos cinco dias para recorrer”, destacou o advogado Paulo Goelzer.  

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