Historicamente o município de Erechim, sempre gastou valores consideráveis com alugueis para suas estruturas de serviços à população. Valores esses, que poderiam ser investidos em várias áreas, caso não deixassem os cofres públicos. Em 2022, para se ter uma ideia, foram gastos em torno de R$ 3 milhões em alugueis (R$ 250 mil por mês).
Redução dos gastos
Vários governos sempre tiveram no radar a necessidade do município ter um Centro Administrativo para concentrar num só local, a grande maioria dos serviços. Além da estrutura física, que garante economia, ocorrerá uma redução em gastos com segurança privada, deslocamento entre as secretarias (combustível), internet, zeladoria, limpeza, entre outros. Um cálculo até difícil de fazer num primeiro momento, mas com certeza, significativo, para ser revertido à comunidade em obras e serviços em diversas áreas.
Investimento de R$ 3 milhões
Atualmente, a Prefeitura de Erechim está em negociação com a Assami para adquirir a área de 10 mil metros quadrados, localizada na Rua Machado de Assis, no Bairro Bela Vista, pelo valor aproximado de R$ 3,7 milhões. Mas como a entidade, que passa por séria dificuldade financeira, deve em torno de R$ 700 mil ao município, a negociação por desapropriação amigável deve ficar em torno de R$ 3 milhões (mesmo valor gasto por ano com alugueis, que no futuro deixará de existir).
Manter a essência
Mas para bater o martelo, precisa os trâmites legais e passar pelo Conselho Deliberativo da Assami, que deve aprovar a venda da área para que o município possa acolhê-la, juntamente com duas escolas (Bela Vista e Progresso), que comportam 400 crianças: “Manteremos as escolas, como foi com o Barão. Acolhemos e mantemos sua essência”, pontua Polis.
PPP e remuneração do capital investido
O prefeito de Erechim, Paulo Polis, quer apresentar em breve para a comunidade esse projeto, que será feito por empresa paulista, que é um braço da USP: “sei que não será feito em um ano ou dois, este centro, mas pretendemos dar o pontapé inicial através de uma PPP (Parceria Público Privada). Cedemos o terreno para uma empresa, ficamos pagando durante, 20, 25 anos, remunerando o capital investido e depois retorna ao município, incorporada ao patrimônio. Desta forma não retiramos recursos do caixa, para sua construção”.
Objetivo é ter mais eficiência nos serviços
Destaca também o prefeito que “o setor público vive da entrega de serviços. E o Centro Administrativo traz eficiência ao município. Iremos iniciar neste mandato, uma obra que se discute há pelo menos uns 30 anos, de sua necessidade”, finaliza.