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Economia

Os vilões e os mocinhos da inflação

Os produtos que mais pressionaram e os que aliviaram os índices de preços de julho e agosto

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Os produtos que mais pressionaram e os que aliviaram os índices de preços de julho e agosto
Por Larissa Paludo larissap@jornalbomdia.com.br
Foto Leandro Zanotto

O leite tipo longa vida continua pressionando a inflação e pesando no bolso do consumidor em agosto. Em julho, foi constado aumento de 17,58% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  Em junho o acréscimo foi de 10,16% e no acumulado do ano, o produto já registra elevação de 48,98% na inflação.

Na segunda prévia de agosto não foi diferente. O leite registrou aumento de 11%. As prévias do mês fazem parte do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Nos supermercados de Erechim, quando a reportagem realizou uma pesquisa de preços, há pouco mais de um mês, o produto era vendido por até R$ 5,40, para leite longa vida e R$ 4,18 para o padronizado (pacote). Em contraponto, os menores preços encontrados foram de R$ 3,48 para o tipo longa vida e R$2,89 para o padronizado.  

Já na pesquisa de preços realizada pela reportagem nesta terça-feira (16), o preço do leite foi encontrado entre R$ 5,90 e R$ 3,69 para longa vida e entre R$ 4,18 e R$ 3,19 para padronizado (saquinho).

Apesar de não constar na segunda prévia de agosto, o feijão-preto é o maior vilão da inflação até o momento. No IPCA de julho, o produto registrou variação de 41,59%, enquanto em junho o índice havia sido de 9,80%. No acumulado do ano, o produto aponta aumento de 84,69%. Para o feijão-carioca, a oscilação acumulada do ano chega a 150,61%.  

Nos supermercados de Erechim, o preço do feijão-preto foi encontrado entre R$ 9,98 e R$ 6,99, para o pacote de um quilo. Já o pacote do feijão carioca esteve entre R$ 9,98 e R$8,79.

Produtos que registraram queda

Em contrapartida, o tomate e a cebola continuam sendo os mocinhos para o consumidor final. Na inflação oficial (IPCA) de julho, a cebola destacou-se entre os produtos que ficaram mais baratos, com variação de -28,37%. Em junho, a queda do produto havia sido de -17,78%. No IPCS desta semana, a cebola continua registrando queda, desta vez de -26,75%.

No mês passado a reportagem apurou, com o supervisor de hortifrutigranjeiros do Caitá de Erechim Alcione Martin, que o preço do quilo da cebola era vendido a aproximadamente R$2,50. Na pesquisa de ontem (16), a preço mais barato registrado para o quilo da cebola foi de R$ 1,49. Já o mais caro, de R$ 2,97 o quilo.

Já o tomate, que apresentou variação de -8,08% em junho, não foi mencionado no IPCA de julho. Na segunda prévia de agosto, tomate registrou queda maior, de -9,91%. No mês passado, o produto foi encontrado em promoção por R$1,97 o quilo. Sobre o preço do quilo do tomate em julho, Martin havia afirmado que o produto tem uma oscilação média de preços entre R$ 2,00 e R$ 4,00. Ontem, o produto foi encontrado custando entre R$ 5,88 e R$ 2,97.

A batata-inglesa também foi mencionada no IPCS desta semana, cujos preços caíram 18,95%. Em julho, na inflação oficial, o produto apontou oscilação de -20%. Em Erechim, o produto foi encontrado por até R$ 3,88. Em contra partida, o preço mais alto para o quilo do produto foi de R$ 2,97. 

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