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Economia

Pierozan completa 30 anos de história

A trajetória da tradicional imobiliária erechiunense tem como marca a visão empreendedora e a confiança do empresário Clemente Pierozan

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Foto: Larissa Paludo
Por Larissa Paludo jornalismo@jornalbomdia.com.br

A trajetória da tradicional imobiliária erechiunense tem como marca a visão empreendedora e a confiança do empresário Clemente Pierozan 

Três décadas de história. A construção de uma família. As frases que contam essa história são calmas e pausadas e o olhar distante de Clemente, de quem vê passar um filme em uma cabeça, descrevem os momentos que ajudaram a compor o aniversário da Imobiliária Pierozan. 

Nascido em Gaurama, o empresário Clemente Abélio Pierozan é filho de Paulo Augusto Pierozan e Azelinda Pierozan. Casado com Carmen Helena Pierozan é pai de Leonardo e Lauren e tem quatro netos. A trajetória profissional começou com a formação em contabilidade, pela UPF. Também graduou-se em Administração de Empresas pela URI - campus de Erechim e atualmente possui pós-graduação em Economia pela URI Erechim.

Clemente que trabalhou dois anos na Sadia Transportes Aéreos (formada pelas empresas Sadia, Varig, Real, Savag e Cruzeiro do Sul) e de 1964 a 1976 foi contador da Cotrel. Após esse período foi ser gerente no Banco Habitasul, onde trabalhou muito tempo com financiamento, venda e aluguel de imóveis. 

Quando a instituição de crédito fechou, em 1986, o empresário precisou ser empreendedor. "Eu entendia muito bem do ramo [imobiliário], pois estava há 10 anos fazendo isso. Com o fechamento da Habitasul, comecei a fazer cursos de corretor de imóveis em Porto Alegre, que era estadual. Passei, recebi o diploma, e em 2 de setembro de 1986 nasceu a Imobiliária Pierozan", relembra. 

O empreendimento iniciou na Avenida Pedro Pinto de Souza, onde hoje está localizado o Som Misura, com quatro funcionários. Alguns anos após, negociou a casa em que morava e mudou a imobiliária para a Avenida Quinze de Novembro - atual endereço. Hoje com 12 funcionários, Pierozan é grato por todos os clientes, amigos e colaboradores que ajudaram a construir a história da imobiliária.

Altos e baixos da economia

O corretor lembra que houve anos bons e anos ruins. "Teve épocas que eu não saia do escritório para vender, as pessoas vinham comprar imóveis. Isso foi antes do plano cruzado, em que as pessoas precisavam gastar o dinheiro pra não perder", comenta. 

Entre os momentos difíceis, cita a falta de estabilidade econômica que afeta o setor imobiliário. As placas de aluguel e plantações crescendo nas construções interrompidas em diversos pontos da cidade não deixam duvidas ao empresário: "a época mais difícil dos 30 anos é agora. O segundo semestre do ano passado e o primeiro semestre desse ano foi o mais difícil de vender imóvel". 

Apesar do momento, Clemente acredita que "essas coisas [fases de recessão econômica] ensinam a gente a viver, a avaliar o mercado, o comportamento e os negócios. É uma lição", completa. 

 

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