Erechim com seus 106 anos de história, é impossível não falar da Escola Municipal de Belas Artes Osvaldo Engel. Com a filosofia “Fazer da Arte um meio de expressão e liberdade, contribuindo para o desenvolvimento integral do estudante e de sua sensibilidade artística", o objetivo do Centro de Belas Artes é estimular estudantes, familiares, funcionários, professores e comunidade à vivência da arte como forma de manifestação cultural, auto realização e o exercício consciente da cidadania e da importância da arte no processo educativo.
De acordo com as informações divulgadas pela Secretaria de Cultura, atualmente, são atendidos aproximadamente 650 estudantes a partir de 5 anos, sem limite de idade e de todas as classes sociais. O Centro de Belas Artes oferece à população de Erechim e região quatro grandes áreas de formação cultural: artes visuais, dança, música e teatro.
Juventude ativa
Eduarda Segatti Tres, tem 20 anos, é estudante e no momento está frequentando o pré-vestibular, para poder cursar medicina. Ela é natural de Erechim, gosta de morar na cidade e das relações que construiu ao longo dos anos.
Duda, sempre foi muito engajada em atividades culturais. “Fiz o curso teatro por seis anos, no Belas Artes, em que eu me especializei na área”, ela conta sobre a emoção das apresentações, mas também via problemas em relação a falta de investimentos em infraestrutura para que o teatro pudesse se desenvolver mais na cidade.
Ela também participou da Orquestra de Erechim, em que tocava violoncelo. “Eu fazia parte da orquestra de Erechim, participei por bastante tempo, só que acabei saindo, pois os horários não eram muito flexíveis. Não tínhamos um professor que pudesse dar aulas todos os dias da semana, então as aulas eram concentradas segunda-feira à tarde. Como nesse período eu estudo, tive que abrir mão de participar de eventos culturais, porque eu não tenho esse horário disponível. Na época, eu tocava violoncelo, eu gostava muito, nos apresentávamos para muitas pessoas, sempre tinha gente que participava, às vezes tocávamos entre duas orquestras inteiras. Por ser municipal, não precisávamos pagar nada”, relembra Duda.
Grupo de escoteiros
Há doze anos, Eduarda Segatti faz parte do grupo de escoteiros Tupinambás, de Erechim. Das atividades que ela mais gosta de realizar são as de cunho social. “Acho que conseguimos tornar a cidade um pouco melhor. O grupo possui uma chácara, temos bastante contato com a natureza, fizemos ações com outros grupos. Recentemente, realizamos uma atividade com a ADEVE, trocamos experiências. É muito legal”, acrescenta Eduarda.
O grupo de escoteiros Tupinambás, fundado desde 1952, e desde então vem realizando atividades educativas para crianças e jovens de 6 a 21 anos, divididos em quatro equipes: Lobinho, Escoteiro, Sênior e Pioneiro. As principais ocupações dos escoteiros incluem jogos, oficinas, acampamentos, trilhas, projetos sociais, culturais e ambientais, entre outras.
Desenvolvimento artístico e cultural
“Com o passar dos anos, Erechim evoluiu em vários segmentos, expandindo as áreas culturais e históricas do município, podemos observar isso pelo Arquivo Histórico Juarez Miguel Illa Font, o Centro Cultural 25 de Julho, o Centro de Belas Artes Osvaldo Engel, instituições de ensino que buscam preservar o patrimônio municipal, para que as gerações futuras possam conhecer um pouco mais sobre a cidade. Sem contar, nas diversas obras que ajudam a materializar as memórias de quem ajudou a transformar Erechim em um lugar para se viver”, pontua.