Em 2023, o censo do IBGE aponta que município teve um aumento de 10% no número de habitantes. Atualmente, Erechim possui cerca de 106 mil habitantes e cada vez mais a cidade cresce. Muitas pessoas, ao buscar um novo endereço escolhem Erechim, por ser uma cidade tranquila e acolhedora. Esses foram os motivos que levaram Rosilene Moraes dos Santos, 51 anos, natural do Rio de Janeiro, a mudar para a cidade. Rosi, é formada em Administração e trabalhava em um escritório, ainda quando morava no Rio, onde também conheceu seu marido, o gaúcho Arlindo Rabsch.
O receio da mudança
Com a onda de criminalidade no Rio em alta, o casal decidiu vir para o sul, a família de Arlindo morava em Erechim. Os amigos de Rosi alertaram sobre os preconceitos que ela poderia vivenciar no Rio Grande do Sul. Rosi ficou apreensiva na época, por ser uma mulher negra e entrar numa família de descendentes de alemães, um ano antes ela veio com os pais para conhecer Erechim e os sogros, logo que chegaram foram muito bem recebidos por eles. Ela conta que o sogro lhe dizia que o valor de uma pessoa não era definido pela cor da pele e sim pelo caráter.
O período de adaptação
Ela morou com os sogros durante um ano no período em que se mudou para Erechim, conta que veio trabalhando do Rio de Janeiro para o Rio Grande do Sul, estava empregada em um escritório contábil e a empresa não queria liberá-la, então ela continuou prestando serviços à empresa.
“Eu cheguei aqui no dia primeiro de maio e já cheguei com a temperatura de menos quatro graus, sofri muito. O primeiro ano para mim foi terrível, eu chorei de pensar em voltar, porque era muito frio. Com o passar dos anos, eu fui me adaptando. Hoje, quando eu vou para o Rio, eu já estranho a temperatura de lá. Acabei me acostumando com o inverno daqui a ponto de gostar do inverno mais do que o verão”, relata Rosi.
De início, eles tiveram dificuldade em encontrar uma casa para alugar, por preconceito dela ser de outro estado, e como o sogro tinha terras na colônia não poderia ser o fiador do casal, eles chegaram a pensar em retornar para o Rio.
Rosi e Arlindo conseguiram uma casa na cidade de Severiano de Almeida, onde moraram por um ano e meio. Abriram um estabelecimento comercial, mas não deu certo. Retornaram para a cidade de Erechim, conseguiram alugar uma casa e comprar o terreno onde hoje eles moram, no Novo Atlântico.
Cidade de oportunidades
Rose diz que não tem o que reclamar da cidade, adora viver em Erechim. Ela é grata pelas oportunidades que teve. Quando veio para a cidade foi professora de contabilidade, gestão e empreendedorismo, foi sua primeira experiência lecionando.
Hoje ela tem o seu próprio negócio, há cinco anos. Elogia os clientes: “São maravilhosos. Eles dizem que se sentem em casa quando chegam no nosso estabelecimento, todos são bem recebidos. O bairro é muito bom, tranquilo, vizinhos maravilhosos, todos se ajudam”, conta ela.