21°C
Erechim,RS
Previsão completa
0°C
Erechim,RS
Previsão completa

Publicidade

Erechim

Uma cidade para chamar de lar

Aos 81 anos, Zélia Maria Viero, compartilha como o tempo a transformou em erechinense

teste
Zélia Maria Viero
Por Vivian Mattos
Foto Arquivo pessoal

Nos seus 106 anos de história, Erechim não é apenas um ponto no mapa, mas sim um marco de partida para inúmeras jornadas de vida. Para muitos, a cidade representa o berço de oportunidades e o lugar onde sonhos encontram solo fértil para crescer.


Local para recomeços
Em busca de uma vida melhor, o casal natural de Caxias do Sul, Amélio Viero e Severina Zattera Viero, saiu da cidade natal rumo a Tupanciretã, onde tiveram os dois primeiros filhos. Alimentando o desejo por novas oportunidades, chegaram em Erechim com os filhos ainda nos braços para trabalhar. Agora, aos 81 anos, a filha do casal, Zélia Maria Viero compartilha as memórias guardadas com carinho de sua vivência na Capital da Amizade. 


Um novo lar
Após chegar a Erechim com apenas um ano de idade, Zélia conta que os pais encontraram no município a possibilidade de construir suas vidas. “Após a minha mãe engravidar de mim, o meu tio, que trabalhava e morava em Erechim, chamou nossa família para vir morar na cidade, pois tinha a chance de emprego para ambos os meus pais”. 


Recordações de uma vida
A segunda filha de cinco irmãos, vivenciou a maior parte da infância até os 20 anos numa casa na Rua Carlos Kehlers, local em que carrega muitas lembranças. “Eu adoro Erechim, tenho uma árvore-paineira que sou apaixonada, ela fica na esquina de um hospital próximo de onde vivíamos e cresci”, conta. 


Ao relembrar o período enquanto estudante, os aprendizados e as amizades da juventude retornam na memória, Zélia compartilha que seu ensino foi feito no tradicional Instituto Barão do Rio Branco, que há mais de 90 anos prestou serviços educacionais em Erechim e encerrou suas atividades em 2020. 


Além disto, os anos vivenciados no educandário tornaram a Chafariz da Praça da Bandeira um ponto na cidade que ama visitar e do qual guarda uma coleção de lembranças da época da adolescência. “Eu trabalhava no comércio e antes de ir para a escola, costumava fazer um lanche e sentar em um dos bancos. Sempre gostei do local, pois amava poder aguardar na sombra da linda árvore-paineira que tem ali até o horário de ir para a aula”, compartilha. 


Símbolo da cidade
O local em que ocorre uma cerimônia de casamento costuma se tornar um marco, e, para Zélia, inúmeros motivos fazem com que essa localidade, ainda que não seja mais física, continue viva em sua memória. Após finalizar sua formação em 1961, no ano seguinte, ela teve seu casamento realizado na antiga Igreja Matriz São José, símbolo na cidade que passou por um processo de demolição no início de 1967 e deu lugar para a Igreja Catedral. “Eu me casei na Igreja Matriz São José tenho muitas lembranças do local e sinto uma certa tristeza quando penso na sua substituição”, relembra. 


Decorrer da vida
Durante o casamento, Zélia aperfeiçoou técnica e iniciou no ramo da confeitaria. O trabalho acompanhou a criação de suas duas filhas. Após separar-se, ela continuou trabalhando, buscando sua independência, e finalizou sua carreira na área funerária, contribuindo durante 18 anos no setor. 


Amor por Erechim
Para Zélia, a cidade é um local de memórias e momentos que moldaram sua identidade. São diversos pontos da cidade com os quais carrega consigo histórias de infância, de amigos e de aprendizados que se entrelaçam para formar uma trajetória em sua vida. “Eu adoro essa cidade, eu não sairia daqui e não consigo me ver morando em outro local. Eu conheço todo mundo, tenho muitas amizades e são pessoas com quem gosto de passar o tempo e me reunir. Erechim para mim representa tudo”, explica.

 

Leia também

Publicidade

Publicidade

Blog dos Colunistas

;