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Erechim

“Gosto muito de ver tanto verde no meu dia a dia”

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professor em formação, João Carlos Lopes do Prado
Por Alan Delfin Dias
Foto Arquivo pessoal

O professor em formação, João Carlos Lopes do Prado, saiu de Hortolândia/SP para fazer o curso de licenciatura em Filosofia na Universidade Federal Fronteira Sul (UFFS) de Erechim e destaca os espaços públicos e áreas verdes da cidade como atrativos.

“Gosto muito de ver tanto verde no meu dia a dia, mesmo morando sempre na região central, adoro como em várias partes da cidade as árvores foram poupadas e as ruas se desenvolveram ao redor delas, da quantidade de praças e da cultura das famílias sempre se reunirem nelas, existe aqui um forte sentimento de utilização dos espaços públicos”, relata.

Para ele, “minha área favorita da cidade é o Parque Longines Malinowski, gosto de como pouparam muito próximo ao centro uma área de vegetação natural com a fauna também preservada. Veja bem, eu sou paulista, não sobrou muita vegetação para ver lá, os ambientes são sempre muito cinzas, e nessa parte da cidade sinto uma energia inexplicável de algo ainda selvagem coexistindo com o progresso, também é um dos meus locais favoritos para correr com meu cachorro”.

 

Forte colaboração entre os locais

Trabalhando atualmente em estágios e dando tutoria particular em matemática, física e ciências humanas, João diz perceber certa resistência na receptividade da comunidade em relação a quem vem de fora. “Vindo de fora, afirmo que a comunidade local para mim não é acolhedora. Infelizmente senti aqui um forte sentimento de exclusão social. A forma como vejo a comunidade em si, é algo que entre si parece muito unida, parece existir uma forte colaboração entre os locais e uma pretensão para um sentido maior de pertencimento, as pessoas aqui se sentem realmente parte daqui, enraizadas, seja por bem ou por mal, dentro de seus contextos específicos. Mas nunca consegui me sentir parte desse núcleo, existe uma fortíssima exclusão social de quem não pertence a comunidade de uma forma muito generalizada”.

 

Cultura e infraestrutura

Sobre a infraestrutura, João acredita que “a cidade está muito mais avançadas que várias outras que já visitei e morei”, ressalta ser necessário ainda um avanço na questão cultural e acredita ser “necessário ainda que grande parte dos preconceitos quanto ao ‘outro’ seja quebrado, mas pontuo que, nesse sentido, tenho grande esperança que logo irá mudar, já atuei em algumas escolas da região de ensino fundamental e médio, e posso afirmar com certeza que isso está mudando e é apenas uma questão de tempo para que a nova geração naturalize um modo de vida mais inclusivo para todos, vendo o outro como um recurso importante para sua própria construção e crescimento, tanto no sentido social quanto no sentido de infraestrutura”.

 

Levantar um questionamento

“Muitos profissionais qualificados abandonam a cidade por conta de uma vivência pautada em desconfortos que às vezes são tão naturalizados que passam batidos por quem as incute, e nesse sentido gostaria de levantar um questionamento: Em vários momentos me perguntam se sou de ‘família brasileira’. Pensem em toda estrutura por trás dessa pergunta e avaliem o desconforto que ela pode gerar, creio que mudando aos poucos pequenos hábitos e observando essas naturalizações que se vê até na linguagem, já é um excelente primeiro passo”.

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