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Erechim

Professora recebe Troféu Castelinho

Catharina Cosel foi homenageada na última sessão da Câmara de Vereadores de Erechim

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Foto Divulgação
Por Redação jornalismo@jornalbomdia.com.br

Catharina Cosel foi homenageada na última sessão da Câmara de Vereadores de Erechim

Com a expressiva presença de familiares, amigos e convidados, o poder Legislativo de Erechim outorgou o Troféu Castelinho à professora Catharina Cosel, considerada entusiasta da educação em sua trajetória pessoal e profissional.

“Uma homenagem justa e necessária a uma professora dedicada aos ensinamentos de alunos que, na época, viam na professora Catharina uma possibilidade de desenvolverem suas potencialidades estudantis. Com 93 anos, tem hoje reconhecida sua história de trabalho, dedicação, desprendimento e amor ao próximo nos longos anos dedicados à Educação”, destaca nota produzida pela assessoria de comunicação do Legislativo erexinense.

Histórico

Durante a Primeira Guerra Mundial, muitos europeus vieram para a América, entre eles as famílias Skakunof e Koziel. A Skakunof veio da Ucrânia, antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, em 14 de maio de 1914. Chegando em Erechim, foram desbravadores de novos caminhos. Entre eles, a ferroviária e várias estradas, inclusive a Avenida Maurício Cardoso.

Sophia e Nikifor Skakunof tiveram dez filhos em Erechim, entre eles, Catharina, que nasceu em 08 de abril de 1923. Uma história de 93 anos dedicados à Educação. Aos 19 anos, quando as mulheres da época cuidavam de afazeres domésticos, Catharina já havia feito um curso de Magistério por correspondência e iniciado a talvez, a melhor missão de todas, que é a de educar.

A homenageada criou escolas, foi pioneira em várias, foi voluntária em outras e educou e formou centenas de cidadãos erechinenses. Casou-se em 1950 com Adolpho Cosel, que rapidamente passou a também ser professor, pelo estímulo e apoio de sua esposa Catharina. Ambos, Catharina e Adolpho, trabalharam como professores unicamente pelo município de Erechim e hoje são professores aposentados.

Catharina e Adolpho tiveram quatro filhas; Tania Maria, Ivete Terezinha (in memoriun), Marcia Edite e Ana Beatriz, quatro genros; Rousselet, Jorge, Roderley e Marco Antônio (in memoriun) e 08 netos: Pablo, Igor, Vicente, Carolina, Gabriela, Marco, Sophia e Victoria.

Em 1946 trabalhou no Povoado Wavruk. Em 1954 foi a primeira professora do Desvio Becker. Um incêndio queimou a casa da professora, onde também era a escola. Em 1960 foi professora na Escola Estadual Reichman, em parceria estado/município.

Ainda em 1960, reuniu as pessoas do então Bairro Florestinha, hoje Bairro Presidente Vargas, para explicar da necessidade de uma escola no local, já que havia muitas crianças sem aula. Também foi a única professora que exercia as funções de diretora, merendeira e faxineira dessa escola em 1961.

Catharina também é pastora evangélica regularizada. Foi voluntária por mais de dez anos evangelizando as pessoas, oferecendo sua própria casa como Igreja, se responsabilizando por todo o custo que isso gerava, além do oferecimento do seu conhecimento. Foi uma das fundadoras da Igreja Evangélica Quadrangular em São Valentim

Em sua manifestação  a homenageada agradeceu o reconhecimento da comunidade: “Fui dar aula para dar um carinho aos meus alunos no início de minha carreira. Não fui trabalhar por dinheiro, mas sim pelo amor às crianças. Uma trajetória de vida que valeu a pena, pois a educação vem de casa, com humildade, fé e esperança”.

 

 

 

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