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O exemplo dos jovens de Marau que ajudaram na enchente e agora em Erechim

Victor, Tomas e Carlos Henrique chegaram ao município com um caminhão prancha carregado de telhas romanas e brasilites.

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Victor, Tomas e Carlos Henrique chegaram ao município com um caminhão prancha carregado de telhas ro
Por Rodrigo Finardi
Foto Rodrigo Finardi

Em meio ao cenário de destruição provocado pelo temporal de granizo que atingiu Erechim, exemplos silenciosos de solidariedade continuam surgindo, e renovando a esperança da comunidade. Na quinta-feira (27), três jovens de Marau protagonizaram um desses gestos que merecem ser vistos, não por vaidade, mas para iluminar o trabalho de tantos anônimos que, longe dos holofotes, apenas querem estender a mão a quem precisa.

 

Duas cargas de telhas e brasilites 

Victor Argenta Brocco, de apenas 18 anos, seu primo Carlos Henrique Brocco e o amigo Tomas Tonial chegaram ao município com um caminhão prancha carregado de telhas romanas e brasilites, doadas por moradores de Marau. Após o descarregamento em Erechim, seguiram viagem até Três Arroios, onde recolheram novas doações de telhas destinadas às famílias atingidas pelo temporal.

 

Estar ao lado de quem enfrenta dificuldades

A ação dos três não é novidade: todos já haviam ajudado em municípios gaúchos afetados pela enchente do ano passado. Victor diz que agir em momentos difíceis é quase natural para ele. “Sempre que as pessoas precisam, busco apoiar”, afirma. Carlos Henrique reforça que esse é um princípio que leva para a vida: “Sempre é melhor ajudar que ser ajudado. Os momentos que podemos ajudar, nos disponibilizamos a estar presentes. ”  Tomas completa dizendo que compartilha do mesmo espírito: estar ao lado de quem enfrenta dificuldades.

Telha por telha...gesto por gesto

O gesto desses jovens representa mais do que a doação de materiais, é uma resposta generosa em um momento em que também surgem aproveitadores, cobrando valores abusivos por produtos e serviços em plena crise. A atitude deles lembra à comunidade que a verdadeira força de uma cidade nasce da união, da empatia e da capacidade de se sensibilizar com a dor do outro. Ações como essa que reacendem a chama da esperança e dão forma concreta ao que significa reconstruir: telha por telha, mas também gesto por gesto.

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