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Erechim

Pós-temporal: a nova rotina do erechinense

A semana iniciou com 12 frentes de trabalho para recolhimento de entulhos espalhado por toda a cidade

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Por Redação
Foto Rodrigo Finardi

Mais de uma semana após o temporal de granizo que devastou Erechim (23/11), deixando mais de 43 mil moradores com danos em seus lares, a cidade vive uma nova rotina, marcada pela reconstrução, pela solidariedade e pela tentativa de reorganizar o cotidiano em meio ao cenário ainda sensível deixado pela tragédia.

 

Nos primeiros dias após o desastre, a principal demanda foi a distribuição de lonas. Com milhares de telhados destruídos, equipes da Prefeitura, Defesa Civil, Força Voluntária e voluntários se mobilizaram para atender, com urgência, famílias que precisavam proteger suas casas da chuva e da umidade. Caminhões chegavam o tempo todo ao GRAU, enquanto servidores se desdobravam para cadastrar moradores e orientar sobre a cobertura emergencial.

 

Superada a fase crítica das lonas, começou a etapa de entrega de telhas. Os materiais, vindos de doações, compras emergenciais e repasses governamentais, passaram a ser levados para diferentes bairros conforme o mapeamento das áreas mais atingidas. tornaram uma cena comum.

 

As ruas, tomadas inicialmente por galhos, vidros, pedaços de telhas e destroços, passaram a receber um mutirão de limpeza. Máquinas, caminhões e equipes de diferentes secretarias percorrem diariamente os bairros. A cada dia, o cenário muda.

 

Depois do trabalho intenso do fim de semana, num grande mutirão, a segunda-feira, no primeiro dia de dezembro, iniciou com uma força-tarefa de 12 frentes de trabalho para recolhimento de entulhos espalhados pela cidade, coordenada pela Prefeitura de Erechim, para acelerar o recolhimento de entulhos e materiais danificados.

O vice-prefeito Flávio Tirello acompanhou o início dos trabalhos e destacou o esforço conjunto entre equipes públicas e terceirizadas. “Estamos mobilizados para dar uma resposta rápida à população. É um momento de união, de trabalho intenso e de reconstrução, e a prefeitura está presente em todos os bairros para apoiar quem mais precisa”, afirmou.

O secretário de Meio Ambiente, Cristiano Moreira, reforçou a importância da colaboração dos moradores para que o recolhimento avance com rapidez. “As equipes já estão distribuídas pela cidade e precisamos que cada morador faça o descarte da forma correta. Isso facilita o recolhimento e torna o processo muito mais ágil. Estamos empenhados em organizar e restabelecer a normalidade o quanto antes”, destacou.

O secretário de Obras Públicas e Habitação, Mário Rossi, ressaltou o alinhamento entre as frentes de trabalho e a necessidade de manter os materiais organizados para coleta. “Estamos com nossas equipes na rua. Quando os resíduos estão separados (entulhos de um lado e móveis de outro) conseguimos otimizar o tempo e ampliar a área atendida. É um esforço grande, mas todas as equipes estão comprometidas”, afirmou.

Erechim vive, assim, na semana seguinte ao desastre como um período de adaptação. A cidade ainda respira preocupação, mas também determinação. A cada lona recolocada, a cada telha instalada, a cada saco de entulho retirado, os moradores reafirmam a força que tem guiado todo esse processo. A nova rotina é de trabalho intenso, reconstrução e esperança, e começa, pouco a pouco, a devolver ao erechinense o sentimento de retomada.

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