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Segurança

Família lamenta morte de carpinteiro na BR 153

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Sem mostrar o rosto, Celso, mostra o pedaço do veículo encontrado
Por Leandro Zanotto leandroz@jornalbomdia.com.br
Foto Leandro Zanotto

A família do carpinteiro, Osmar José Glowacki (42), ainda procura respostas para a morte do operário que foi atropelado enquanto voltava para casa na noite do dia 28 de outubro. A vítima morreu na altura do KM 46 da BR 153, próximo ao Bairro Atlântico em Erechim. Conforme relatos de testemunhas do acidente que prestaram depoimento para a polícia, o condutor do veículo responsável pelo atropelamento fugiu do local, sem prestar socorro. Osmar chegou a ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado para Fundação Hospitalar Santa Terezinha, local que passou por uma cirurgia e ficou internado em estado gravíssimo por nove dias, antes de morrer.

 

Após o sepultamento que ocorreu na manhã desta segunda-feira (7) no Cemitério da comunidade de Linha Carola, interior de Áurea, cidade natal de Osmar, a família recebeu a reportagem do Jornal Bom Dia para lamentar a falta de solução do caso. De acordo com o irmão da vítima, Celso Luiz Slowacdi (34), Osmar, que era solteiro e não tinha filhos, morreu enquanto se dirigia para sua casa localizada no Bairro Morada do Sol. "Ele era uma pessoa querida e respeitada por todos, não tinham motivos para fazer isso com ele", destaca Celso.

Segundo o irmão que esteve no local do acidente e ouviu moradores da região que viram o fato, o motorista após o atropelamento teria dado marcha ré no veículo e saído do local em alta velocidade. Policiais militares fizeram buscas pelo automóvel, que segundo as testemunhas, seria de uma cor escura e teria danos na parte da frente, mas ninguém foi localizado. "Pelo que vimos, ele freou já em cima e arrastou o corpo mais de 15 metros. Só o encontraram por que alguém que passava por ali ouviu os gemidos dele", relatou o irmão. 

Celso mostrou um pedaço da lataria do veículo suspeito. "Sabemos que ali ocorrem muitos acidentes, mas perto do local onde aconteceu o atropelamento encontrei este pedaço de parachoque, na cor verde escuro, que aparentemente aparecer ter sido partido recentemente" explica. O irmão da vítima, disse que testemunhas do fato chegaram a informar duas placas de veículos, que não bateram com dados de automóveis em circulação naquele horário em Erechim. "Tem o pardal próximo. Ele deve ter registrado algum veículo que passou lá em alta velocidade, naquele horário. Basta a policia pedir as imagens e descobrir quem foi o responsável", comentou Celso. 

Um fato que chama atenção dos familiares é que na noite do acidente o aparelho responsável pelo registro, sofreu dois ataques de vândalos, que tentaram colocar fogo na lombada eletrônica. "Não sei se tem relação, mas é muito estranho este fato. O que queremos é que o culpado seja localizado e este crime não fique impune", finalizou o irmão da vítima.  

O caso registrado como atropelamento pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Erechim, está sobre investigação pela 2° Delegacia da Polícia Civil, responsável pela cobertura de casos na região em que o fato ocorreu. Nossa reportagem buscou contato com a delegacia, mas até o fechamento desta edição, não obtivemos respostas sobre o andamento do caso. 
 
Informações sobre o motorista que segue foragido, podem ser informadas de forma anônima pelos telefones  190 da Brigada Militar e 191 da Polícia Civil.  

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