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Segurança

Mãe e filha continuam presas

Acusadas pelo crime ocorrido no Bairro do Linho devem passar o natal no presídio de Erechim

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Mara Beatriz Ribeiro da Silva (mãe) e Lisiane Ribeiro da Silva (filha), seguem detidas no Presídio E
Por Leandro Zanotto leandroz@jornalbomdia.com.br
Foto Leandro Zanotto

As suspeitas de assassinarem por estrangulamento a jovem Patrícia Aparecida de Camargo Bolis devem passar as festas de fim de ano atrás das grades. Mara Beatriz Ribeiro da Silva (mãe) e Lisiane Ribeiro da Silva (filha), serão submetidas ao tribunal do júri e ambas tiveram a prisão preventiva mantida pelo juiz, Marcos Luís Agostini, titular da 1° Vara Criminal de Erechim. De acordo com o advogado João Cristóvan Zanin Zanella, responsável pela defesa das acusadas, já foi solicitado um novo pedido de habeas corpus junto ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ- RS) que analisa o caso e a sentença proferida pela Justiça erechinense. "Não temos um prazo para a resposta deste recurso, que após ser julgado deve retornar para Erechim. Se a sentença permanecer então será marcada a data para do júri popular", explica o advogado. 

Na sentença de pronúncia divulgada no dia 15 de setembro o juiz argumenta que prisão foi mantida para garantia de ordem pública. "Não obstante as alegações da combativa defesa há gravidade específica do delito imputado, houve abalo na ordem pública, até porque o fato gerou repercussão na comunidade, motivo pelo qual a segregação cautelar deve ser mantida para garantia da ordem pública", destacou Marcos Luís Agostini na sentença. 

Segundo a administração do Presídio Estadual de Erechim, Mara e Lisiane apresentam bom comportamento e passam os dias em uma cela com outras duas presas, sendo que Lisiane, há mais de três meses, também é a responsável pela limpeza da sala da guarda do presídio erechinense. 

Sobre o caso

A Brigada Militar esteve no local do crime no momento em que Mara e Lisiane ainda estavam ao redor do corpo de Patrícia. O caso ocorreu no fim da tarde do dia 23 de fevereiro de 2016, na frente da residência das acusadas. As duas foram conduzidas ao plantão da Polícia Civil, local que prestaram depoimento e foram liberadas. No decorrer das investigações foi decretada a prisão das acusadas, que cumpriram um acordo feito entre o advogado de defesa e a Polícia Civil e se apresentaram no dia 11 de março. Deste então, mãe e filha, estão recolhidas ao sistema prisional.

Para o advogado defesa a decisão do juiz de Erechim é muito subjetiva. "Para alguns a ordem está boa e outros não. Elas não têm antecedentes criminais, não fugiram, se envolveram em uma briga em que foram provocadas, têm residência fixa, tinham trabalho, então temos uma série de garantias que a liberdade delas não prejudicaria o andamento do processo", finalizou Zanella. 

Conforme assessoria da 1° Vara Criminal de Erechim, a realização do tribunal do júri não tem data prevista.  

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