Diante do resultado das eleições nos Estados Unidos, com a vitória de Donald Trump, ampliam-se as discussões a cerca do que pode acontecer nos diferentes setores, entre eles, na economia, tanto a nível somente americano como também, internacional. Neste âmbito, qual será o impacto para o Brasil? A reportagem do Bom Dia conversou com especialistas na área que fizeram uma avaliação do cenário.
Para o presidente da Associação Comercial Cultural e Industrial de Erechim, Claudionor Mores, o resultado das eleições não foi muito surpreendente.
"Inicialmente Trump defende os interesses os interesses especificamente americanos. O povo foi para as ruas porque queria retomar o país. Sendo assim, o foco é o povo", avaliou Mores.
Em se tratando de possíveis reflexos na economia brasileira, os membros da Accie, através do presidente, acreditam que não irá alterar muito. "Consideramos que o presidente eleito afirmou a continuidade dos trabalhos com as faixas parceiras. Mas ele não irá governar sozinho, pois conta com um grupo republicano", salientou.
Entre os possíveis efeitos preocupantes para o país, pode estar o fortalecimento do câmbio do dólar e o excesso de protecionismo que pode influenciar em algumas transações comerciais. Ao mesmo tempo, o presidente da Accie reforça que o mundo está precisando de mais empreendedorismo, organização.
Para o economista e professor da URI, Roderley Renato Fiebig, é difícil fazer algum tipo de avaliação neste momento, e considera que a fase é de expectativa quanto às ações do presidente eleito. "O que percebemos é que o povo quer mudança e isso deverá acontecer a partir do primeiro semestre de 2017. A expectativa para os americanos é a valorização da indústria nacional", pontuou.
O economista pondera que, antes era possível vislumbrar o prosseguimento das políticas existentes, agora fala-se em reavaliar. "Diante disso, a grande preocupação é com os possíveis rompimentos dos acordos, além do protecionismo que pode gerar impacto na economia, inclusive para quem exporta", comentou.