A semeadura da soja na região segue para a fase final. A área de cultivo é estimada em 232 mil hectares e a Emater estima que 80% esteja semeado, com bom aspecto de desenvolvimento. A área restante será plantada em cima da resteva das culturas de inverno. Mas há preocupação que as lavouras implantadas precisam de mais chuva para germinação.
O coordenador comercial da Vaccaro, agrônomo Romeu Rigoni explica que 65% do mercado de defensivos agrícolas já foi comercializado antecipadamente, ainda quando o produtor decidiu formar as lavouras, em maio. “É neste momento que o produtor faz a compra de maior parte dos defensivos até para pegar melhor preço”, diz. O restante ele adquire no momento em que precisar, mediante ataque de pragas ou surgimento de doenças.
Com relação aos preços, houve um reajuste entre 8% a 10% com relação aos preços praticados no ano passado. As segundo Rigoni, é um reajuste normal, que ocorre todos os anos.
No ano passado, as lavouras de soja tiveram bastante doenças e com a previsão de menos chuva nesta safra, a tendência é de surgimento de mais pragas.
Rigoni diz que o produtor tem a opção de guardar o produto na empresa e retira-lo somente no momento da aplicação. Além disso, se adquiriu o produto para determinada doença e surgiu outra, ele tem a possibilidade de troca.
De acordo com o sócio proprietário da Cassul, Nelson Camerini, os produtores estão mais cautelosos e deixaram para fazer as compras de fungicidas e inseticidas somente quando necessário. “Eles não sabem se vai dar praga ou doença então preferem esperar aparecer a doença ou a praga para comprar o produto já que não há falta dele no mercado. E ninguém mais armazena ele em casa por causa do receio de roubo”, diz.
Com relação aos preços eles estão estáveis, semelhantes aos praticados no ano passado. Como a previsão é ano de La Niña, com chuvas abaixo da média, a tendência é de que seja preciso fazer mais aplicações do que em anos de clima normal. “Mas temos um estoque preparado para atender a demanda”, diz. A expectativa é de que ainda no fim do ano ocorra uma primeira aplicação e novas doses sejam efetuadas em janeiro e fevereiro.