Depois de ter seu nome aplaudido e aclamado pela torcida da Chapecoense, o corpo do jornalista Renan Agnolin chegaria a Erechim sem nenhuma homenagem especial. A história mudou a partir da iniciativa de Rafael Dufloth (foto abaixo), gerente da funerária responsável pelo translado, velório e sepultamento do corpo do jovem que morreu no desastre aéreo da Colômbia. Por volta de 17h deste sábado (3) ele manteve contato com os bombeiros e mobilizou alguns voluntários para recepcionar o cortejo que se deslocava entre Chapecó e Erechim. Na mente do jovem empresário aflorou o espírito de solidariedade.

Eram 18h30 minutos de sábado quando o carro funerário surgiu na curva próxima ao Posto Charrua, na BR 480. O veículo diminuiu a velocidade para que um caminhão do Corpo de Bombeiros tomasse a frente da procissão de carros que vinha no sentido Barão de Cotegipe a Erechim. A sirene que para muitos representa alerta de incêndio, foi ligada para anunciar que Renan Agnolin estava voltando para casa.
A digna recepção percorreu ruas dos bairros Jabuticabal, Três Vendas, Triângulo até ingressar na Avenida Maurício Cardoso, passar pela Catedral São José, Praça da Bandeira e Avenida Sete de Setembro, até chegar no local do Velório, no Bairro Bela Vista. Erechim estava em silêncio! Nem mesmo as autoridades se manifestaram.
Dez anos se passaram desde o dia em que o jovem sonhador deixou Erechim para estudar em Chapecó e buscar o sonho de ser jornalista. Saiu sozinho para conquistar novos amigos e desbravar um universo de oportunidades. Voltou sem vida no corpo, mas com um legado de amor ao esporte e ao trabalho. O tempo vai permitir que os erechinenses conheçam mais sua história.
O sepultamento do corpo de Renan está confirmado para 16h deste domingo. O corpo está sendo velado na Capela Mortuária do Cemitério Jardim da Saudade, localizada na Rua Espírito Santo, 1255, e Erechim. Telefone para informações é 54 3321 2389.