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Segurança

Vítima de homicídio é sepultada em Erechim

Conforme alguns familiares Jaqueline estava com medo

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Familiares sepultaram o corpo de Jaqueline no cemitério do Bairro Presidente Vargas
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Por Leandro Zanotto leandroz@jornalbomdia.com.br
Foto Leandro Zanotto

A manhã desta segunda-feira (12) foi marcada pelo sepultamento do corpo de Jaqueline Pinto de Jesus (33), 22ª vítima da violência em Erechim. A mulher morreu no sábado (10) à noite após ser alvejada por nove disparos de arma de fogo. O crime ocorreu na Rua Santa Marta, Bairro Cristo Rei. Este foi o 20° homicídio registrado em 2016 na maior cidade do Alto Uruguai e eleva para 22 o números de mortes. Outros dois casos são de latrocínio.

Durante o velório realizado na capela do Bairro Cristo Rei o silêncio representava o respeito ao momento de luta e o medo de novas mortes. Ninguém aceitou se manifestar para a reportagem. Para polícia o caso ainda está no inicio das investigações, conforme o titular da Delegacia Especializada em Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas (Defrec) de Erechim, Gustavo Villasbôas Ceccon. "Ainda estamos aguardando o laudo da necropsia, mas já nas primeiras horas após o crime estivemos no local fazendo as primeiras diligencias", destaca o policial que preferiu não antecipar detalhes da investigação.

Para o delegado a suspeita inicial é de que a morte tenha sido provocada por um desentendimento. "Ela (Jaqueline) era uma pessoa do bem. Parece que morava com o filho que já tem 18 anos. Nunca teve envolvimento com o crime, mas tinha algumas inimizades", comentou o policial.

Crime

Segundo Ceccon, no momento do crime Jaqueline estava sentada na frente da casa em que morava, acompanhada de outras pessoas, entre elas um sobrinho de três anos e o companheiro Vagner Lucas Gomes (18), que também foram atingidos. De acordo com as testemunhas, neste momento um veículo teria parado e o atentado ocorrido. "Não sabemos se o responsável desceu do automóvel ou não, mas já descobrimos que os tiros foram disparados com uma pistola, arma que pode dar até 15 tiros quando está completamente carregada", destacou.

A reportagem do Jornal Bom Dia teve acesso a um laudo preliminar da necropsia, que apontou que Jaqueline foi morta com nove tiros, sendo a maioria na caixa torácica. Vizinhos próximos ao local do crime relataram que ouviram pelo menos 13 disparos de arma de fogo.

Relação com outro atentado

Para Gustavo Ceccon, com a investigação na fase inicial é difícil apontar suspeitos ou relação deste crime com outro atentado sofrido por Jaqueline no dia 18 de outubro deste ano, quando ela também foi atingida por vários disparos. "Na outra ocasião foi utilizado um revólver, desta vez uma pistola, o que inicialmente aponta que foram dois casos que não têm inicialmente uma relação", ressalta.

Estado de saúde

Conforme a Brigada Militar, Jaqueline, Vagner e a criança, foram socorridos por vizinhos. Uma viatura de patrulhamento abordou o veículo e auxiliou no resgate até a Fundação Hospitalar Santa Terezinha, local que a vítima fatal já chegou sem vida.

De acordo com assessoria de comunicação do hospital, Vagner, que foi atingido por um tiro no antebraço direito, com entrada e saída, após receber atendimento médico foi liberado. O menino de três anos também recebeu alta dos médicos ainda no sábado. Ele foi atingido por um tiro de raspão, próximo ao olho esquerdo, sendo um ferimento superficial.

Até o fechamento desta edição, ninguém havia sido preso pelo crime de sábado, nem pela tentativa de homicídio anterior, ocorrida há cerca de 50 dias. Conforme alguns familiares, a Jaqueline, estava com medo e temia um novo ataque.

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