Com a proximidade do Natal, a motivação do comércio é ainda maior, sendo que a data Natal é uma das mais importantes para o varejo. Diante disso, compreender o comportamento do consumidor torna-se condição primordial para elaborar ações de marketing com o foco no aumento de vendas e do número de clientes ativos. Entre as novidades deste ano, é o maior interesse pelas famosas “lembrancinhas”, principalmente para o “amigo secreto”. Seja na família ou no ambiente de trabalho, a brincadeira está sendo uma alternativa de maior interesse.
De acordo com um levantamento realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) 57,2% dos consumidores pretendem participar desse tipo de confraternização. Dois em cada dez (20,4%) consumidores disseram que irão entrar no jogo para gastar menos. Outros 28,5% o fazem por gostarem da brincadeira, ao passo que, 9,6% sempre participam para não serem vistos como antissociais.
A presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Erechim, Lindanir Canelo, destaca que os consumidores estão em ritmo acelerado, então é preciso fazer com que eles parem e prestem atenção nos produtos. Ao mesmo tempo, ela comenta que a percepção é de que as famílias estão grandes e com as condições financeiras mais restritas, há uma mobilização pela redução de despesas. “Como o Natal mexe com sentimentos, o importante é a união, confraternização, não importa o valor do presente. As pessoas não estão deixando de comprar, optam por produtos de qualidade mas de menor preço”, salienta, citando que os lojistas aprenderam a observar o cliente e essa mudança de comportamento. Para isso, além da variedade de produtos é fundamental a adequação às exigências no que se refere ao atendimento e condições de pagamento, descontos. “O momento é para aproveitar os clientes e mantê-los durante o ano”, acrescenta.
Intenção
De acordo com pesquisas, neste ano o vestuário tem peso importante na intenção de consumo dos gaúchos: é a preferência de 68,6% dos entrevistados que irão às compras.
Brinquedos (39,7%), calçados (13,5%) e perfumes e cosméticos (11,9%) aparecem logo em seguida. Assim como em 2015, os produtos eletroeletrônicos, de maior valor, foram pouco mencionados pelos entrevistados (5,5%).
Neste período o percentual de contratações temporárias em Erechim é de 6%, o que representa queda em comparação ao ano passado. Conforme a presidente da CDL, muitas contratações iniciaram em novembro.
Gasto médio por presente é de R$ 55
Na média, cada consumidor participará de um ou dois amigos secretos no final do ano. Os mais citados são da família (61,1%) e grupos de convivência, como amigos (43,8%) e colegas de trabalho (29,3%). Neste ano, o gasto médio deve ficar em R$ 55,18, o que representa uma queda de 0,5% na comparação com 2015 (R$ 51,10), já descontando a inflação acumulada no período. “A estratégia de estipular uma quantia acessível a ser gasta pelos participantes faz com que o foco esteja na criatividade e no desejo de agradar o presenteado, e não necessariamente no valor financeiro”, explica a economista Marcela Kawauti.
Busca por presentes
A diarista Eliane de Lima, de 33 anos, disse que procura destinar os presentes de Natal aos familiares e que não gosta de amigo secreto. Do mesmo modo, ela afirma que costuma comprar em lojas específicas, opta pelo vestuário e procura promoções ou preços mais acessíveis.
Já o casal de aposentados Vadelino e Estanislava Martins, destaca que a prioridade dos mimos são os filhos e netos. Nesta semana eles fizeram a tradicional “pesquisa de preços” e comentaram que o foco será o vestuário e doces.
Na opinião da professora Romi Niederberger, o amigo secreto, o qual participa no trabalho, é um momento importante de confraternização, demonstração de afeto e troca de presentes. No que se refere à família, ao fazer pesquisa de preços, ela já comprou o presente solicitado pela filha, um karaokê. Segundo ela, as lembrancinhas serão mais voltadas aos objetos e outras opções mais específicas e personalizadas, exceto o vestuário.