A Polícia Civil de Erval Grande prendeu na sexta-feira (16), Vilmar Antônio Folador (55), suspeito de assassinar o irmão, Elder Folador (53). O funcionário público foi assassinado com um tiro no peito na madrugada do dia 11 de julho, às margens da ERS 480.
Vilmar, foi detido pelos policiais em casa e assumiu autoria do crime. De acordo com o inspetor Claudecir Fuzinatto, responsável pela investigação, Elder foi morto após discutir com o irmão. "Eles saíram da cidade juntos com destino a Chapeco (SC). Lá eles beberam e no retorno, quase chegando em Erval Grande, tiveram uma discussão, momento que a vítima que conduzia a caminhonete do acusado, parou o veículo e falou se ele era homem o mataria. Foi então que o Vilmar que tinha um revólver calibre 38 no carro sacou a arma e disparou", relatou o policial.
Segundo Fuzinato que trabalha há 28 anos na Polícia Civil de Erval Grande, posteriormente o suspeito, mesmo embriagado, assumiu a direção do veículo e foi para casa, onde horas após foi acordado por familiares com a notícia da morte do irmão. "Ele ainda esteve no local e acompanhou todo o trabalho da policia no dia do crime", comentou. Conforme o inspetor, a polícia chegou ao suspeito após uma série de depoimentos que apresentavam divergências nos fatos. "Solicitamos laudos além da perícia no corpo. Um laudo na caminhonete comprovou as manchas de sangue no veículo. Também apreendemos com o suspeito o revólver que foi utilizado para o crime. Ele disse que se arrependeu, mas infelizmente a vida não volta", explicou Fuzzinato.
O delegado Paulo Machado, titular da delegacia de Nonoai e substituto em Erval Grande, ressaltou o trabalho feito pelo inspetor no caso. "Todo o trabalho de investigação foi realizado por este policial, que com a queda no efetivo da Polícia Civil, tem trabalhado praticamente sozinho em todos os casos que ocorrem naquele município. Um trabalho que merece ser destacado", ressaltou Machado.
Vilmar Antônio Folador (55) foi encaminhado para o Presídio Estadual de Erechim, local que está detido temporariamente. O inspetor Claudecir Fuzinatto, destacou que o caso com a prisão está praticamente resolvido e nos próximos dias deve remeter o inquérito para o poder Judiciário.