Entre os meses de junho e julho deste ano, cresceu a média de frequência escolar dos estudantes contemplados pelo Programa Bolsa Família em Erechim. O cenário nacional é ainda mais expressivo, considerando que alcançou índices recordes. Conforme publicado pela Agência Brasil, dados do Ministério da Educação (MEC) mostram a presença de 12,5 milhões de estudantes de 6 a 17 anos nas escolas nesse período. O número representa 91,18% do total de 13,7 milhões de alunos cujas famílias são beneficiárias do programa. Trata-se do maior percentual da série histórica, iniciada em 2007.
A frequência escolar de crianças e adolescentes é uma exigência para a manutenção do Bolsa Família. Assim, a cada dois meses, as escolas públicas devem realizar um balanço da presença dos estudantes contemplados e encaminhar ao MEC. Os dados são depois enviados ao Ministério da Cidadania, responsável pelo Bolsa Família.
Na Capital da Amizade, o registro dos estudantes é dividido em dois grupos: um com frequência mínima de 85% e outro de 75%. De acordo com o diretor de informática educativa da Secretaria Municipal de Educação, Neumar Cardoso, em 2019 são mais de 1,200 estudantes acompanhados.
"No bimestre de junho/julho, o primeiro grupo tinha 1063 alunos, desses aproximadamente 84% cumpriram a frequência mínima, já 15,6% estavam em descumprimento e 0,4% na situação de não localizados. O grupo de acompanhamento com frequência mínima de 75% eram 169 alunos, em que 59,1% cumpriram, 35,5% em descumprimento e 5,4% na situação de não localizados", pontuou em entrevista ao Jornal Bom Dia.
Em comparação ao mesmo período no ano de 2018, o total de alunos era superior a 1,400 e os índices de frequência eram mais baixos. "No primeiro grupo tínhamos cerca de 18% dos alunos em descumprimento e 0,6% não foram localizados. No segundo grupo, a taxa daqueles que não tinham a frequência mínima era de 36% e 4,3% não foram localizados", complementou.
Trabalho de acompanhamento foi aprimorado
Neste sentido, as alterações não são tão significativas, houve um crescimento tímido, mas o trabalho de acompanhamento foi aprimorado. "Houve melhoras em 2019 com relação aos indicadores de acompanhamento e, acredito, que isso está atrelado ao trabalho intersetorial que é desenvolvido com as secretarias (Assistência Social, Educação e Saúde) envolvidas no Programa", argumentou Cardoso.
O Programa envolve, ainda, a comunidade escolar, e, sobretudo, as famílias. "O apoio e dedicação das escolas em que os alunos estão matriculados, cumprindo os prazos e auxiliando na busca de informações sobre a situação de cada aluno, são determinantes para manter essas taxas positivas. As famílias também desempenham um papel importante nestes indicadores, pois são responsáveis para acompanhar a trajetória escolar, cumprir as exigências da Secretaria de Saúde e atualizar informações junto à Secretaria de Assistência Social", destacou o diretor de informática educativa.
Assim, Cardoso defende que o Programa Bolsa Família atua no desenvolvimento intelectual e de saúde. "Por ser um programa intersetorial, abrangendo várias áreas, ele pode contribuir para melhorar o desempenho dos alunos beneficiários, pois proporciona melhores condições físicas para desenvolver suas habilidades na escola, preparando-os para os desafios que virão após esta etapa", concluiu.
Para a secretária municipal de Educação, Vanir Bombardelli, o programa viabiliza o compromisso da família em acompanhar a frequência dos filhos. "Isso, consequentemente, gera maior proximidade e participação na vida escolar, refletindo no desempenho da aprendizagem das nossas crianças e cria responsabilidade para informar aos órgãos competentes por eventuais mudanças, tais como de domicílio, aspecto que acontece de maneira corriqueira".