As escolas de Erechim já atingiram a meta de alfabetização previstas no Plano Nacional de Educação (PNE). Contudo, o cenário nacional ainda é alarmante. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano passado, havia 11,3 milhões de pessoas analfabetas com 15 anos ou mais de idade. Em abrangência mundial, a população analfabeta é de 750 milhões.
Os índices foram recuperados em uma matéria publicada pela Agência Brasil, em função do Dia Internacional da Alfabetização, comemorado anualmente em 8 de setembro. No Brasil, a preocupação com o tema motivou projetos, ações, programas e está incluso nos planos de Educação.
Em 2010, um ano antes de entrar em vigor o PNE, a Capital da Amizade possuía 2.543 de pessoas analfabetas. Atualmente, as metas indicam que 93,5% da população de 15 anos devem estar alfabetizadas, no município esse número já foi superado, alcançando 96,7%.
Para a coordenadora da 15ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), Juliane Bonez, na região os resultados positivos foram obtidos em função do trabalho desenvolvido pelas secretarias municipais de Educação. "Na época de elaboração dos planos a partir de política públicas, os municípios, inclusive Erechim, trabalharam por território, incluindo as escolas estaduais. Todas essas ações foram realizadas junto aos setores da Saúde, detalhando índices de nascimentos e fortalecendo a educação infantil. Desta forma, acredito que esse desempenho esteja atrelado ao compromisso das secretarias municipais de Educação", contou à reportagem do Jornal Bom Dia.
De acordo com a secretária de Educação de Erechim, Vanir Bombardelli, o município atua junto ao Programa Mais Alfabetização. "Nós buscamos alfabetizá-los desde a educação infantil, pois é a base da escolarização das crianças, bem como, é onde os processos de socialização se intensificam. Portanto, é neste momento que devemos começar a incentivá-los, claro que sempre respeitando seu tempo de aprendizagem e conforme ir avançando, podemos incluir conhecimentos mais abstratos".
A secretária argumenta, ainda, que os dados nacionais ainda são preocupantes e que a cidade erechinense está inserida neste contexto. "Assim, é nosso dever contribuir para a universalizar a alfabetização", acrescentou.
Contudo, apenas saber ler e escrever não é suficiente. Em entrevista à Agência Brasil, coordenador Adjunto da Ação Educativa, Roberto Catelli Jr., explica que o analfabeto funcional é considerado a pessoa "capaz de identificar palavras, números, assinar o nome e ler frase. Mas não consegue realizar tarefa se precisar ler um pouco mais que isso - um parágrafo de um texto da vida cotidiana", como recorte de jornal, um cartaz ou até mesmo uma receita de bolo.
Conforme as metas do PNE, a taxa de analfabetos funcionais com 15 anos ou mais de Erechim é de 16,2. "Temos que proporcionar uma educação capaz de fazer o estudante identificar, entender, compreender e interpretar o mundo que está inserido. Bem como, saber diferenciar leituras tendenciosas e textos verdadeiros, além de ampliar os horizontes culturais das crianças", concluiu Vanir.