O Natal não é simplesmente uma data cristã para trocar presentes, que ocorre de diferentes maneiras, e vem mudando ao longo do tempo, como as famílias. Mas, um momento para refletir, cultivar carinho, e, principalmente, unir a família.
Segundo a aposentada, Nelci Mascherin, o Natal da sua infância foi de muitas dificuldades. “Mas o mais importante era o convívio familiar”, diz.
“O Natal não era de presentes quando era criança, ganhava coisas simples, docinhos feito em casa, bolachinha com desenhos. No entanto, tinha muito carinho e atenção da família. Éramos uma família grande com nove irmãos”, afirma.
Conforme Nelci, os pais dela não tinham condições de comprar presente, na época, mas mesmo com dificuldades se comemorava o Natal. “Hoje, eu noto que os valores mudaram muito, as pessoas só giram em função dos presentes. Tem muito comércio, e daí se não der um presente caro a pessoa grita e berra. No nosso tempo, a gente aceitava o que os pais davam pra gente”, lembra.
Nelci comenta que algumas coisas mudaram no Natal desde que ela era criança até os dias de hoje. Mas, a ideia fica, sempre esperar um abraço, carinho, a união da família. “Que é o mais importante”, afirma. E, acrescenta, “mas é claro que todo mundo gosta de um presente, nem que seja um bombom”.
Quando a entrevistei, no centro de Erechim, Nelci estava procurando uma lembrança de Natal pro seu neto. Ela vai se reunir com a família em Porto Alegre para comemorar o Natal. “Desejo para todo mundo um Feliz Natal e um Ano Novo cheio de paz, compreensão, carinho e saúde, que é o mais importante”, disse.