Tormento voluntário
Kalf Kiran acentua que, normalmente, o egoísta desenvolve outro sentimento em relação aos que ele julga estarem em melhor condições que ele: a inveja. Essa atitude é de alguém mesquinho, temendo que a felicidade alheia acabe diminuindo a sua.
É tormento voluntário a que evitaria se entendesse que a reencarnação não é a oportunidade de período de conforto e gozos efêmeros, mas de aprimoramento moral para se alcançar a tão almejada paz interior, na certeza de ter feito pelo outro o que desejaria que fizesse a si próprio.
Constatações
Emissões mentais
André Luiz, na obra Mecanismos da Mediunidade, esclarece que o cérebro é responsável pela “...transformação, indução, condução, exteriorização, captação, assimilação e desassimilação da energia mental”.
“O núcleo da mente está localizado na alma...”
É na corrente mental, diz ele, que o Espírito, “...dispõe de recursos para os serviços da emissão e recepção, ou exteriorização dos próprios pensamento e assimilação dos pensamentos alheios”.
Se essas emissões são de inveja, despeito, essas energias negativas estarão sendo direcionadas para essa pessoa, interferindo em suas realizações e, no mais das vezes, causando-lhe malefícios.
Analisando as Emoções
Admitir que a temos e que não somos iguais
Identificar sua origem e compreender que não somos iguais, exercitando o respeito e a fraternidade.
“Se aqui estamos é para o sucesso de empreendimentos encarnatórios. O Insucesso decorre dos desvios de conduta e do apego à vida material.”
Admitir a influência de espíritos inferiores
Sofremos constantemente a influência dos Espíritos; os inferiores se comprazem em nos induzir a esse sentimento, por quererem que “...os outros experimentem o que eles próprios experimentam”.
Na leitura da resposta à questão 465 de O Livro dos Espíritos, compreendemos o assédio que sofremos vindo dos espíritos imperfeitos, que nos induzem ao mal: isso, respondem os Benfeitores a Kardec, não diminui os sofrimentos desses espíritos, mas o fazem (assédio) por inveja, “por não poderem suportar que haja seres felizes”.
Lembremos da resposta à questão 459 de O Livro dos Espíritos sobre a influência oculta dos Espíritos em nossos pensamentos e atos, quando os Benfeitores do Plano Maior nos esclarecerem que eles influenciam muitos mais do que imaginamos, a tal ponto que são eles, normalmente, que dirigem nosso proceder. Temos o livre-arbítrio para atentar para uma ou outra decisão, consoante nossa formação moral.